Como
um dos pilares do estudo sobre o comportamento
humano, a psicanálise pode contribuir
pra que o auto-conhecimento e a busca
pra entender o comportamento do outro
sejam formas significativas de gestão
estratégica.
Desde
os primeiros conceitos de FREUD no início
do século passado, entender de
gente, a si mesmo e em seguida o outro,
tem se tornado um grande diferencial
para profissionais em geral. Nos dias
atuais, o conhecimento sobre o assunto
tornou-se condição imprescindível
para que resultados sejam alcançados.
Tudo
bem... Concordamos que com os estruturalistas
que a empresa não é só
feita de pessoas.
Mas,
a sua essência, sua cultura, seu
clima organizacional, depende diretamente
da forma com que o gerenciamento das
pessoas é efetuado.
É
exatamente neste ponto que a psicanálise
pode contribuir. Não se trata
de querer fazer análise terapêutica
ou clínica, com conceitos arraigados.
Ou então querer que cada profissional
torne-se um psicanalista de seus funcionários.
Mas a aplicação de teorias
psicanalíticas dentro da organização
se dá a cada momento que duas
pessoas conversam sobre qualquer assunto.
Com
o mundo de conhecimento à disposição
das pessoas hoje em dia, não
basta querer que essas técnicas
sejam usadas. É preciso adaptá-las,
adequá-las ao dia da organização
moderna.
Essa
deve ser uma das principais funções
dos psicólogos e psicanalistas
dentro das organizações,
estruturando uma nova forma de pensar:
através da objetividade.
E
a transformação, ou adaptação,
como queiram chamar, das teorias de
comportamento humano deve passar pela
busca incessante de melhor aproveitamento
do potencial humano, dentro da organização
para alcançar resultados estratégicos
como dentro da vida do profissional
melhorando aspectos de sua qualidade.
O
problema é que muitas pessoas
confundem a psicanálise sob o
ponto de vista clínico com o
organizacional. Se por um lado FREUD
disse que "A Psicanálise
é um método para tratamento
de distúrbios neuróticos"
ele também disse, na mesma definição
que "A Psicanálise é
um procedimento para investigação
de processos mentais". Então
o seu uso vai depender da forma com
que esses processos são analisados.
Distúrbios como ansiedade, frustração,
apatia, são, segundo a Organização
Mundial da Saúde - OMS são
comuns em mais de 98% da população
mundial. E isso sempre provoca um profundo
impacto na organização,
principalmente pela sua cultura e clima
organizacionais.
A
própria tipologia de personalidade
de JUNG, é de essencial importância,
não pela tipologia em si, mas
pela construção do pensamento
sobre os comportamentos dos indivíduos
em instantes significativos para alcance
de seus resultados, tanto pessoais,
profissionais e organizacionais. Entender
as atitudes e as funções
psicológicas fundamentais e dirigir
cada uma sobre a ação
do instante é no mínimo,
o posicionamento estratégico
sobre o momento de falar com alguém
direcionando os mecanismos da percepção
para pontos focais determinísticos.
Os
trabalhos de Alfred Adler sobre as estruturas
de poder e suas implicações
são muito mais presentes na vida
das organizações e das
pessoas que eram mesmo a seu tempo.
Os tratamentos dados aos obstáculos
ao crescimento humano vão interferir
diretamente no progresso, sobrevivência
e expansão nas organizações
em si. E entender como isso ocorre é
absolutamente estratégico nos
dias atuais.
Ou
alguém consegue conceber uma
estratégia independente da ação
de pessoas?
Acreditamos
piamente que é impossível.
E é impossível por conta
da "couraça característica
do caráter desenvolvido a partir
da necessidade do ego em defender-se
de forças instintivas".
É a estrutura do medo, dita por
Wilhelm Reich em 1949.
Ou
alguém não tem medo de
ser rotulado como incompetente? Ou não
trabalha para que suas idéias
e ideais sejam aceitos por todos que
o cercam?
E
ainda tem mais. Os trabalhos sobre percepção,
da Gestalt. O estudo dos aspectos sobre
a vontade, de William James. E tantas
outras...
Definimos,
internamente, a psicanálise como
a arte de entender o comportamento.
Seu e de outro. E acredito que isso
é a pedra filosofal da implementação
de qualquer plano estratégico.
Afinal de contas, fazer o planejamento
é até relativamente fácil
comparado com a sua implantação.
Isso depende muito mais de entender
de gente do que qualquer outra coisa.
Pense
nisso...